Big techs elevam investimento em IA a níveis recordes: Amazon vai a US$ 220 bilhões
As grandes empresas de nuvem estão em uma corrida de investimento sem precedentes em infraestrutura de inteligência artificial. A Amazon revisou para cima sua estimativa de investimento em 2026, chegando a US$ 220 bilhões — US$ 20 bilhões a mais do que havia anunciado em abril, impulsionada em parte pelo aumento no custo de chips de memória.
Jassy justifica o aumento pela demanda
O CEO da Amazon, Andy Jassy, atribuiu o salto no investimento à falta de capacidade para atender a todos os pedidos de clientes por infraestrutura de IA — um sinal de que a demanda por capacidade computacional segue superando a oferta disponível, mesmo com os aportes bilionários já em curso.
Microsoft acelera ainda mais
A Microsoft, por sua vez, elevou seu investimento trimestral em IA em 70%, para US$ 41 bilhões, dentro de um orçamento anual que chega a US$ 190 bilhões — um dos maiores ritmos de gasto em infraestrutura já registrados pela empresa em um único ano.
Nuvem cresce puxada pela IA
Os números de crescimento das duas plataformas de nuvem refletem esse apetite: a AWS cresceu 37%, seu melhor ritmo em mais de quatro anos, enquanto o Azure, da Microsoft, cresceu 43% e já ultrapassa US$ 100 bilhões em receita anual — patamar que consolida a nuvem como o principal motor de receita das duas empresas.
O outro lado: fluxo de caixa sob pressão
O ritmo de investimento também deixou marcas nos números financeiros: o fluxo de caixa livre da Amazon ficou negativo em US$ 7,6 bilhões no período, mesmo assim o mercado reagiu com alta de 9% nas ações da empresa, sinal de que investidores seguem apostando que o gasto atual vai se traduzir em receita futura.
Por que isso importa para quem trabalha com TI
Esse volume de investimento tende a se traduzir em mais capacidade de GPU disponível para locação, novos serviços gerenciados de IA nas três principais nuvens e, no médio prazo, pressão de preço tanto para cima (custo de componentes) quanto para baixo (competição entre provedores por market share).
Fonte: Fortune